Aracaju

ARACAJU

 

Aracaju (do tupi-guarani “ará”, ´papagaio´, e “acayú” , ´fruto do cajueiro´), significa “cajueiro dos papagaios”. Foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser planejada. O projeto desafiou a capacidade da Engenharia da época, face à sua localização numa área dominada por pântanos e charcos. Todas as ruas foram arrumadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para desembocarem no Rio Sergipe.

 

Duas coisas nos chamaram a atenção nessa cidade: o povo gentil e bem-humorado e a preocupação em oferecer entretenimento aos pequenos. É uma cidade extremamente “child-friendly”! Há espaços voltados para eles em todos os restaurantes que visitamos, nos quiosques das praias e até nas praças públicas! Como sentimos falta desses espaços no Rio de Janeiro, cidade em que vivemos! Ah, a cerveja sempre estupidamente gelada, em qualquer lugar, também chamou nossa atenção! 😊

 

Passarela do Caranguejo

Ficamos hospedados próximo à Passarela do Caranguejo. Imaginamos que seria melhor do que mais ao norte, na orla de Atalaia, porque é mais perto das praias mais famosas e poderíamos sair à noite para comer sem precisar do carro. Fizemos isso na primeira noite, mas de uma próxima vez acho que vamos escolher a outra opção. Acabamos indo jantar lá nas outras duas noites! Há opções para todos os gostos, e uma boa relação custo-benefício.

 

Área infantil Amanda
Área infantil Rei da Sopa

 

Na Passarela do Caranguejo experimentamos o Amanda e o Rei da Sopa, um ao lado do outro. Apesar do primeiro ser mais famoso, achamos os dois bem parecidos e o preço do segundo bem melhor! No segundo dia fomos à República dos Camarões (muito bom!). No terceiro as crianças pediram pizza. Fomos ao Conversa Fiada, que serve rodízio de pizza mas também tem um buffet self-service para agradar a todos. Além da boa comida, os quatro oferecem uma área infantil, que permitiu que as crianças não ficassem entediadas e os papais pudessem conversar e curtir a noite.

 

 

Área infantil República dos Camarões
Área infantil pública no Atalaia

 

Ficamos três dias e quatro noites em Aracaju, um tempo legal para conhecer a cidade sem correria.

No próximo post vamos falar um pouco sobre o que fazer na cidade. Vem com a gente!

O motorhome

Não vamos aqui fazer um tratado sobre o motorhome (ou RV), até porque já existe um “manual” muito bom sobre como operá-lo aqui (obrigada, Claudia!). Nossa intenção é oferecer dados para que cada família decida se vale mais a pena alugar um carro e dormir em hotéis ou alugar uma “casinha ambulante”, uma “van de acampar”, como diz a Peppa Pig.

Nosso RV na Califórnia
Nosso RV na Califórnia

Analisando primeiramente a questão financeira, achamos que não há muita diferença entre as duas opções, considerando o aluguel do motorhome, o gasto maior de combustível deste em relação ao carro e a estada em campings versus o aluguel do carro, o consumo menor de combustível e o pernoite em hotéis (simples).

Aqui devemos considerar que é comum nos EUA a realização de “free camping”, que consiste em estacionar o veículo em locais permitidos e pernoitar, sem a necessidade de pagar um camping, o que diminui consideravelmente o custo. Colocamos, inclusive, no roteiro, a previsão de free camping em alguns dias. Contudo, não o fizemos. No início porque, como brasileiros que vivem numa cidade grande, achamos que não dormiríamos tranquilos dentro de um veículo, na rua. Provavelmente é um receio sem fundamento, já que a sensação de segurança era grande e é uma prática amplamente realizada pelos nativos.

Mas percebemos que, como somos muitos, esgotávamos o reservatório de água e enchíamos o de “gray water” (toda a água usada nas pias e chuveiro) em um dia. E teríamos que procurar Dump Stations para reabastecimento quase diariamente. Achamos que isso deve funcionar bem para famílias pequenas, mas não para a nossa! Além disso, tomar banho num banheiro de motorhome pode ser adequado e até divertido para , mas definitivamente não é muito confortável para adultos grandes!

 

Motorhome (7)
Cozinhando no RV

O segundo fator a considerar é a praticidade. Adorei arrumar as roupas de todos nos armários no primeiro dia e só ter que pegar as malas novamente no último! Só de imaginar carregar 6 malas para o hotel toda noite, e de volta para o carro de manhã, e procurar as roupas de todos na mala me deixa cansada! Em compensação no RV temos que arrumar as camas todos os dias (pelo menos as que se transformam em mesa e sofá) e limpar o veículo de tempo em tempo, enquanto no hotel é só tomar café e partir (só pra lembrar: normalmente o café da manhã não é oferecido pelos hotéis americanos. Você pode levar seu café para tomar no quarto ou fazer essa refeição numa lanchonete). O que dá mais trabalho para você?

 

Curtindo o RV
Curtindo o RV

 

Jantando no RV
Jantando no RV

 

Viagens longas com crianças certamente incluem os famosos: “mãe, quero fazer xixi” (na melhor das hipóteses), ou “tô com fome!”. Num carro isso significa procura de locais adequados e muitas paradas. Num RV o banheiro está sempre disponível, assim como a geladeira e o armário de lanchinhos. Ponto para o RV?

 

Motorhome (2)

Lanchinho no motorhome
Lanchinho no motorhome

Dirigir um RV na estrada não é difícil, mas não é tão simples quanto dirigir um carro! Eu até gostei da experiência, e repetirei sem problema, mas o marido não se sentiu muito à vontade. Na cidade, contudo, a superioridade do carro é real. Isso é especialmente verdade em cidades que não tem um sistema de transporte público tão eficiente, como Los Angeles. Nas que tem, como San Francisco, o ideal é estacionar o veículo, qualquer que seja ele, e aproveitá-lo. Mesmo assim, achar um lugar que comporte um RV, e estacioná-lo, não é tão simples quanto um carro.

 

Motorhome (4)
Dirigindo o RV

O RV é certamente mais espaçoso, permitindo que as crianças ora sentem em torno da mesa para desenhar ou jogar, ora sentem lado a lado no sofá (ambos com cinto de segurança). Já o carro obriga as crianças a ficar na mesma posição por longos períodos.

Os campings americanos normalmente tem uma boa infraestrutura, oferecendo lavanderia (também presente em muitos hotéis), lojinha de conveniência, rio ou praia, playground. Os que ficamos, mesmo os de Yosemite, também oferecem em cada “lote” uma mesa para refeições e um local próprio para uma fogueira.
Os hotéis simples, ou motéis, oferecem apenas o quarto (normalmente com 2 camas queen), frequentemente com uma mesa. Mas costumam ser mais “centrais”, com mais comércio próximo.

 

Motorhome (3)
Vinho e marshmellow na fogueira

E você, já viajou de motorhome? Como foi sua experiência? Como você prefere viajar?

Serrinha do Alambari

Serrinha do Alambari

Esse lugar é um verdadeiro paraíso! Primeira viagem que fizemos juntos, antes do nascimento dos pequenos, e voltávamos todo ano para recarregar as energias. Até o primeiro herdeiro aparecer… A partir de então, apesar da grande vontade de voltar, sempre adiávamos o retorno para quando as crianças estivessem maiorezinhas. Só que temos 4 filhos, com diferença de 3/ 4 anos cada, e esse momento nunca chegava. Sempre tinha um pequenininho!
Até que em dezembro/ 2014 criamos coragem e resolvemos não privar mais nossos filhos desse paraíso. E achamos que acampar também seria uma experiência bem legal para eles. Descemos nossas barracas, reformulamos nossa bolsa de utensílios de cozinha (agora para 6), passamos na Decathlon para comprar lanternas e um colchão inflável (dormir num saco de dormir já é demais nessa altura da vida! As crianças, porém, adoraram a ideia de dormir num.) Fiquei maravilhada com as novidades que facilitam a vida dos campistas atualmente!

 

 

Camping da Serrinha
Camping da Serrinha
Camping da Serrinha
Camping da Serrinha

 

O camping da Serrinha (CCB RJ-06) se localiza entre dois rios (Pirapitinga e S. Antonio). Isso faz com que tenhamos acesso a vários poços nos dois rios, até a confluência. Águas cristalinas, paisagens deslumbrantes, pedrinhas para brincar nos rios. O que mais poderíamos querer? As crianças, claro, adoraram. Os poços que gostaram mais foram “Sauna”, “De Cima” e “Esmeralda”. Talvez por serem os maiores, com uma área maior para nadar e pedras para pular na água (e deixar a mãe um pouquinho estressada).

 

 

Poço da Sauna
Poço da Sauna
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço da Coruja
Poço da Coruja
Mas as instalações do Camping pedem uma reforma. Há um pavilhão com mesas grandes e iluminação, que usamos para tomar café da manhã. Três baterias de banheiros e uma cantina, com serviço de buffet a quilo no almoço. À noite, só serve pizza e sanduíches, e confesso que no terceiro dia me arrependi de não ter levado mais coisas, já que praticamente não há variedade.
O melhor de tudo foi perdermos o medo de acampar com eles. Não tivemos nenhum problema, mesmo a pequena ainda tendo 1 aninho!

 

 

Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Algumas dicas para famílias que também queiram dar aos pequenos a experiência de acampar:
– Só fique em campings com infra-estrutura, banheiros e segurança;
– Leve uma bolsinha (mochilinha, bolsa de academia) com uma necessaire para cada membro da família. Na hora do banho, a roupa, a toalha e a necessaire são colocados na bolsinha, e transportados mais facilmente até o banheiro. De outra forma, um teria que esperar o outro retornar com a necessaire, o que tornaria a hora do banho bem longa;
– Prepare a bolsa do banho antes do pôr do sol. Separar roupa com a luz do dia é bem mais fácil do que com lanterna!
– Não esqueça do repelente e do protetor solar;
– Leve uma canga para estender sobre a grama ou rede para prender nas árvores e relaxar;
– Mesmo que pretenda fazer suas refeições na cantina, leve lanchinhos para quando bater aquela fominha e não quiser ir até ela.
Esse post na verdade é sobre acampar com crianças, não necessariamente nesse camping. Que essa opção possa ser considerada incluindo os pequenos. Esperamos que essa experiência ajude as famílias ainda relutantes a criar coragem e desfrutar dessa aventura!

Belém – segundo dia

Belém – segundo dia

No segundo dia acordamos cedo, pois ainda não tínhamos nos acostumado à diferença de fuso (Belém não entra no horário brasileiro de verão, tendo uma hora a menos do que estávamos acostumados).
Mercado Ver-o-Peso
Mercado Ver-o-Peso
Aproveitamos para conhecer o famoso mercado Ver-o-Peso. Ele deve, de preferência, ser conhecido de manhã, já que a parte dos peixes só funciona nesse horário. Eles até oferecem isopor e gelo pra transportar o peixe, e bem que deu vontade, mas como ainda era sexta-feira não quisemos arriscar. O famoso “cheirinho do Pará” para colocar no armário é imperdível, e os frutos da Amazônia dão origem a sabonetes e cremes “mágicos”. Mas atenção: este é um dos pontos turísticos mais famosos de Belém, recebendo diariamente muitos turistas e podendo, por isso, atrair pessoas não tão bem intencionadas. Aqui tivemos alguma dificuldade de acesso do carrinho de bebê já que as barracas são próximas. Se possível, dê preferência a outro tipo de transporte, como “cangurus” ou mochilas próprias para bebês.
Forte do Presépio
Forte do Presépio
Deixamos o carro estacionado e fomos andando até o Forte do Presépio (500m). É pequeno perto dos Fortes dos Reis Magos (Natal) e de Copacabana (Rio de Janeiro), mas é claro que os meninos curtiram os canhões! Tem uma vista legal da Baía do Guajará e da cidade velha. E ainda abriga um pequeno museu (climatizado, ufa!) com algumas informações interessantes sobre os índios que habitavam a região.
A Casa das Onze Janelas seria nosso próximo destino, ficando ao lado do Forte. Nela funciona o Boteco das 11, onde almoçaríamos. Mas a casa estava fechada pelo falecimento de alguém, e resolvemos seguir para a Estação das Docas. Almoçamos no Lá em Casa, onde finalmente provamos o Pato no Tucupi. Compramos as lembrancinhas que queríamos levar e os bombons regionais.
Tínhamos duas horas até o passeio de barco, “Orla ao entardecer“. Pensamos em aproveitar para conhecer a Praça da República e o Theatro da Paz, há 750 metros dali. Mas uma saída rápida da Estação nos fez desistir de andar sob aquele sol!  Resolvemos descansar um pouco e provar o sorvete considerado melhor do Brasil: Cairu. Sabores regionais e exóticos, além dos tradicionais. Adoramos!
Às 17:30h saímos em direção ao Rio Guamá. A guia forneceu algumas informações interessantes, e não sabíamos se observávamos a bonita vista de Belém ou se assistíamos ao show de danças típicas com música ao vivo. Muito legal! Na volta já havia escurecido, e a cidade estava linda, toda iluminada. Só acho que o passeio devia iniciar um pouco mais cedo: como o sol se põe cerca de 18h fizemos a maior parte do passeio à noite.
Passamos na cervejaria Amazônia para comprar algumas cervejas locais, na própria Estação, e demos o dia por encerrado. No próximo post nosso terceiro dia na cidade.

Belém – primeiro dia

Belém – primeiro dia

 

 

Nossa última viagem já tem 7 meses, e a urgência de conhecer novos lugares vem aumentando. Recebemos um e-mail do programa de milhagem informando que havia algumas milhas vencendo. Pronto: é a desculpa perfeita para planejar o próximo destino! Uma busca pelos voos disponíveis no próximo feriado e o destino foi escolhido: Belém. Agora podemos iniciar uma das partes mais legais da viagem: a pesquisa sobre a cidade nos blogs de viagem e no TripAdvisor e montar o roteiro, que nem sempre é seguido mas otimiza muito nosso pouco tempo disponível para viajar. Vacina para febre amarela 10 dias antes da viagem e mãos à obra!

Nosso voo chegou por volta de meio dia. Como a família é grande achamos que teríamos dificuldade em acomodar todos num táxi, e alugamos um carro. Ao colocar o pé fora do aeroporto a constatação de que as informações colhidas eram verdadeiras: a cidade é quente!!!

Partimos direto para o Mangal das Garças, que abriga o restaurante estrelado Manjar da Garças: um paraíso refrigerado, com música ao vivo e boa comida. Funciona como buffet (R$65,00 por pessoa). No dia que fomos não tinha o famoso pato no tucupi, mas provamos o peixe filhote, de carne branquinha. Aprovado por todos!

Mangal das Garças
Mangal das Garças
Farol de Belém
Farol de Belém

 

Depois fomos conhecer o parque: uma “reconstrução” do mangue. Ele é composto por vários espaços, cada um com ingresso separado (R$4,00). Todos são comprados no Farol de Belém, e existe a opção de comprar o “passaporte” (R$12,00), válido para todos os espaços. O próprio Farol, uma torre metálica de 47 metros, é um mirante do parque, mas não possui telas de segurança, só permitindo o acesso a maiores de 1,20m. Fiquei com os dois menores enquanto o pai subiu com os maiores.
Borboletário
Borboletário

 

Adoramos o borboletário, o maior do Brasil e um dos maiores do mundo. Um funcionário colocou uma borboleta no braço das crianças, que, depois de vencer o medo, curtiram a experiência.
Viveiro das Aninguas permite apreciar mais de 35 espécies de aves. Pena que os funcionários ainda são pouco preparados. A resposta às minhas indagações sobre os animais que poderíamos ver foi: pássaros e aves, e apontou para um panfleto! Desisti de maiores informações!
Por todo o parque há guarás soltos, com suas penas vermelhas contrastando com o verde das copas das árvores, além de iguanas pelo gramado!
Iguana no Mangal
Iguana no Mangal
Guará
Guará
Demos por encerrado o primeiro dia de passeio e fomos para o Radisson Hotel, confortável e bem localizado. Uma dica para as famílias grandes: eles possuem unidades com dois quartos, sala e microondas, que não são comercializadas pelo Booking. Gostamos do hotel mas tivemos alguns contratempos, como falta de toalhas (todos os dias!) e fechamento da área de lazer para manutenção (nos primeiros dias), não comunicada previamente. Imagina chegar ansiando por um relax refrescante e ter que explicar às crianças que não podem ir à piscina!
No próximo post nosso segundo dia em Belém!

 

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