Serrinha do Alambari

Serrinha do Alambari

Esse lugar é um verdadeiro paraíso! Primeira viagem que fizemos juntos, antes do nascimento dos pequenos, e voltávamos todo ano para recarregar as energias. Até o primeiro herdeiro aparecer… A partir de então, apesar da grande vontade de voltar, sempre adiávamos o retorno para quando as crianças estivessem maiorezinhas. Só que temos 4 filhos, com diferença de 3/ 4 anos cada, e esse momento nunca chegava. Sempre tinha um pequenininho!
Até que em dezembro/ 2014 criamos coragem e resolvemos não privar mais nossos filhos desse paraíso. E achamos que acampar também seria uma experiência bem legal para eles. Descemos nossas barracas, reformulamos nossa bolsa de utensílios de cozinha (agora para 6), passamos na Decathlon para comprar lanternas e um colchão inflável (dormir num saco de dormir já é demais nessa altura da vida! As crianças, porém, adoraram a ideia de dormir num.) Fiquei maravilhada com as novidades que facilitam a vida dos campistas atualmente!

 

 

Camping da Serrinha
Camping da Serrinha
Camping da Serrinha
Camping da Serrinha

 

O camping da Serrinha (CCB RJ-06) se localiza entre dois rios (Pirapitinga e S. Antonio). Isso faz com que tenhamos acesso a vários poços nos dois rios, até a confluência. Águas cristalinas, paisagens deslumbrantes, pedrinhas para brincar nos rios. O que mais poderíamos querer? As crianças, claro, adoraram. Os poços que gostaram mais foram “Sauna”, “De Cima” e “Esmeralda”. Talvez por serem os maiores, com uma área maior para nadar e pedras para pular na água (e deixar a mãe um pouquinho estressada).

 

 

Poço da Sauna
Poço da Sauna
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço da Coruja
Poço da Coruja
Mas as instalações do Camping pedem uma reforma. Há um pavilhão com mesas grandes e iluminação, que usamos para tomar café da manhã. Três baterias de banheiros e uma cantina, com serviço de buffet a quilo no almoço. À noite, só serve pizza e sanduíches, e confesso que no terceiro dia me arrependi de não ter levado mais coisas, já que praticamente não há variedade.
O melhor de tudo foi perdermos o medo de acampar com eles. Não tivemos nenhum problema, mesmo a pequena ainda tendo 1 aninho!

 

 

Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Algumas dicas para famílias que também queiram dar aos pequenos a experiência de acampar:
– Só fique em campings com infra-estrutura, banheiros e segurança;
– Leve uma bolsinha (mochilinha, bolsa de academia) com uma necessaire para cada membro da família. Na hora do banho, a roupa, a toalha e a necessaire são colocados na bolsinha, e transportados mais facilmente até o banheiro. De outra forma, um teria que esperar o outro retornar com a necessaire, o que tornaria a hora do banho bem longa;
– Prepare a bolsa do banho antes do pôr do sol. Separar roupa com a luz do dia é bem mais fácil do que com lanterna!
– Não esqueça do repelente e do protetor solar;
– Leve uma canga para estender sobre a grama ou rede para prender nas árvores e relaxar;
– Mesmo que pretenda fazer suas refeições na cantina, leve lanchinhos para quando bater aquela fominha e não quiser ir até ela.
Esse post na verdade é sobre acampar com crianças, não necessariamente nesse camping. Que essa opção possa ser considerada incluindo os pequenos. Esperamos que essa experiência ajude as famílias ainda relutantes a criar coragem e desfrutar dessa aventura!

Belém – quarto dia

Belém – quarto dia

O programa do nosso último dia em Belém era o Museu Paraense Emilio Goeldi, um parque zoobotânico bem legal, um pedacinho da Floresta Amazônica dentro de Belém. Há placas identificando a flora e a fauna.

Museu Paraense Emilio Goeldi (1)

Museu Paraense Emilio Goeldi
Museu Paraense Emilio Goeldi
Mas o calor nesse dia estava intenso e, a pedido das crianças, não ficamos muito tempo. Desistimos de entrar na Basílica de Nazaré (vimos só por fora) e voltamos para a piscina do hotel!
Almoçamos no próprio hotel (muito bom, aliás) e rumamos para o aeroporto, não sem antes parar em uma Cairu para provar outra delícia!

Belém – terceiro dia

Belém – terceiro dia

 

No terceiro dia fomos a Mosqueiro, uma ilha fluvial localizada na costa oriental do rio Pará, no braço sul do rio Amazonas. É um distrito administrativo do município de Belém, e fica a cerca de 75km do centro. Possui 17 km de praias de água doce com movimento de maré.

 

Mosqueiro
Mosqueiro
As crianças curtiram muito as ondas fracas e o fato de que podiam abrir os olhos debaixo d’água sem arder, apesar de não enxergarem nada, já que a água não é transparente como a do mar. Também gostaram de fazer castelo de areia. Os pais ficaram bem tranquilos, sentados sob o guarda-sol do restaurante, na areia. O movimento era pequeno, pelo menos naquele sábado, e a proximidade da água não foi estressante como nas praias do Rio de Janeiro. Nada que um par de boias nos menores e uma vigilância tranquila não resolvessem.

 

Mosqueiro
Mosqueiro
Apesar de ninguém querer ir embora, o tempo que dispúnhamos na cidade estava se esgotando e ainda havia coisas que queríamos conhecer. Já que estávamos em trajes de banho, resolvemos seguir para a Praça Princesa Isabel, de onde partem os barquinhos pô-pô-pô para os restaurantes da Ilha do Combú.

 

Barquinho pô-pô-pô. Ilha do Combú ao fundo.
Barquinho pô-pô-pô. Ilha do Combú ao fundo.
Escolhemos o Saldosa Maloca. Não tinha a área que esperávamos para as crianças brincarem no rio, apenas umas duchas e um deck de madeira na água onde eles brincaram um pouco. Mas tivemos que ficar no deck também, já que a correnteza era forte e, fora do deck, o rio é bem fundo.
A comida é excelente, e a atenção dos funcionários idem. Tem um brinquedinho de madeira num areal próximo das mesas no fundo, que, apesar de não estar em excelentes condições, distraiu as crianças enquanto o prato não chegava. Ainda passeamos por um pedacinho da Floresta Amazônica depois do almoço!

 

Floresta amazônica
Floresta amazônica
E voltamos para o hotel para aproveitar um pouco a piscina e arrumar as malas.

Belém – segundo dia

Belém – segundo dia

No segundo dia acordamos cedo, pois ainda não tínhamos nos acostumado à diferença de fuso (Belém não entra no horário brasileiro de verão, tendo uma hora a menos do que estávamos acostumados).
Mercado Ver-o-Peso
Mercado Ver-o-Peso
Aproveitamos para conhecer o famoso mercado Ver-o-Peso. Ele deve, de preferência, ser conhecido de manhã, já que a parte dos peixes só funciona nesse horário. Eles até oferecem isopor e gelo pra transportar o peixe, e bem que deu vontade, mas como ainda era sexta-feira não quisemos arriscar. O famoso “cheirinho do Pará” para colocar no armário é imperdível, e os frutos da Amazônia dão origem a sabonetes e cremes “mágicos”. Mas atenção: este é um dos pontos turísticos mais famosos de Belém, recebendo diariamente muitos turistas e podendo, por isso, atrair pessoas não tão bem intencionadas. Aqui tivemos alguma dificuldade de acesso do carrinho de bebê já que as barracas são próximas. Se possível, dê preferência a outro tipo de transporte, como “cangurus” ou mochilas próprias para bebês.
Forte do Presépio
Forte do Presépio
Deixamos o carro estacionado e fomos andando até o Forte do Presépio (500m). É pequeno perto dos Fortes dos Reis Magos (Natal) e de Copacabana (Rio de Janeiro), mas é claro que os meninos curtiram os canhões! Tem uma vista legal da Baía do Guajará e da cidade velha. E ainda abriga um pequeno museu (climatizado, ufa!) com algumas informações interessantes sobre os índios que habitavam a região.
A Casa das Onze Janelas seria nosso próximo destino, ficando ao lado do Forte. Nela funciona o Boteco das 11, onde almoçaríamos. Mas a casa estava fechada pelo falecimento de alguém, e resolvemos seguir para a Estação das Docas. Almoçamos no Lá em Casa, onde finalmente provamos o Pato no Tucupi. Compramos as lembrancinhas que queríamos levar e os bombons regionais.
Tínhamos duas horas até o passeio de barco, “Orla ao entardecer“. Pensamos em aproveitar para conhecer a Praça da República e o Theatro da Paz, há 750 metros dali. Mas uma saída rápida da Estação nos fez desistir de andar sob aquele sol!  Resolvemos descansar um pouco e provar o sorvete considerado melhor do Brasil: Cairu. Sabores regionais e exóticos, além dos tradicionais. Adoramos!
Às 17:30h saímos em direção ao Rio Guamá. A guia forneceu algumas informações interessantes, e não sabíamos se observávamos a bonita vista de Belém ou se assistíamos ao show de danças típicas com música ao vivo. Muito legal! Na volta já havia escurecido, e a cidade estava linda, toda iluminada. Só acho que o passeio devia iniciar um pouco mais cedo: como o sol se põe cerca de 18h fizemos a maior parte do passeio à noite.
Passamos na cervejaria Amazônia para comprar algumas cervejas locais, na própria Estação, e demos o dia por encerrado. No próximo post nosso terceiro dia na cidade.

Belém – primeiro dia

Belém – primeiro dia

 

 

Nossa última viagem já tem 7 meses, e a urgência de conhecer novos lugares vem aumentando. Recebemos um e-mail do programa de milhagem informando que havia algumas milhas vencendo. Pronto: é a desculpa perfeita para planejar o próximo destino! Uma busca pelos voos disponíveis no próximo feriado e o destino foi escolhido: Belém. Agora podemos iniciar uma das partes mais legais da viagem: a pesquisa sobre a cidade nos blogs de viagem e no TripAdvisor e montar o roteiro, que nem sempre é seguido mas otimiza muito nosso pouco tempo disponível para viajar. Vacina para febre amarela 10 dias antes da viagem e mãos à obra!

Nosso voo chegou por volta de meio dia. Como a família é grande achamos que teríamos dificuldade em acomodar todos num táxi, e alugamos um carro. Ao colocar o pé fora do aeroporto a constatação de que as informações colhidas eram verdadeiras: a cidade é quente!!!

Partimos direto para o Mangal das Garças, que abriga o restaurante estrelado Manjar da Garças: um paraíso refrigerado, com música ao vivo e boa comida. Funciona como buffet (R$65,00 por pessoa). No dia que fomos não tinha o famoso pato no tucupi, mas provamos o peixe filhote, de carne branquinha. Aprovado por todos!

Mangal das Garças
Mangal das Garças
Farol de Belém
Farol de Belém

 

Depois fomos conhecer o parque: uma “reconstrução” do mangue. Ele é composto por vários espaços, cada um com ingresso separado (R$4,00). Todos são comprados no Farol de Belém, e existe a opção de comprar o “passaporte” (R$12,00), válido para todos os espaços. O próprio Farol, uma torre metálica de 47 metros, é um mirante do parque, mas não possui telas de segurança, só permitindo o acesso a maiores de 1,20m. Fiquei com os dois menores enquanto o pai subiu com os maiores.
Borboletário
Borboletário

 

Adoramos o borboletário, o maior do Brasil e um dos maiores do mundo. Um funcionário colocou uma borboleta no braço das crianças, que, depois de vencer o medo, curtiram a experiência.
Viveiro das Aninguas permite apreciar mais de 35 espécies de aves. Pena que os funcionários ainda são pouco preparados. A resposta às minhas indagações sobre os animais que poderíamos ver foi: pássaros e aves, e apontou para um panfleto! Desisti de maiores informações!
Por todo o parque há guarás soltos, com suas penas vermelhas contrastando com o verde das copas das árvores, além de iguanas pelo gramado!
Iguana no Mangal
Iguana no Mangal
Guará
Guará
Demos por encerrado o primeiro dia de passeio e fomos para o Radisson Hotel, confortável e bem localizado. Uma dica para as famílias grandes: eles possuem unidades com dois quartos, sala e microondas, que não são comercializadas pelo Booking. Gostamos do hotel mas tivemos alguns contratempos, como falta de toalhas (todos os dias!) e fechamento da área de lazer para manutenção (nos primeiros dias), não comunicada previamente. Imagina chegar ansiando por um relax refrescante e ter que explicar às crianças que não podem ir à piscina!
No próximo post nosso segundo dia em Belém!

 

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