O motorhome

Não vamos aqui fazer um tratado sobre o motorhome (ou RV), até porque já existe um “manual” muito bom sobre como operá-lo aqui (obrigada, Claudia!). Nossa intenção é oferecer dados para que cada família decida se vale mais a pena alugar um carro e dormir em hotéis ou alugar uma “casinha ambulante”, uma “van de acampar”, como diz a Peppa Pig.

Nosso RV na Califórnia
Nosso RV na Califórnia

Analisando primeiramente a questão financeira, achamos que não há muita diferença entre as duas opções, considerando o aluguel do motorhome, o gasto maior de combustível deste em relação ao carro e a estada em campings versus o aluguel do carro, o consumo menor de combustível e o pernoite em hotéis (simples).

Aqui devemos considerar que é comum nos EUA a realização de “free camping”, que consiste em estacionar o veículo em locais permitidos e pernoitar, sem a necessidade de pagar um camping, o que diminui consideravelmente o custo. Colocamos, inclusive, no roteiro, a previsão de free camping em alguns dias. Contudo, não o fizemos. No início porque, como brasileiros que vivem numa cidade grande, achamos que não dormiríamos tranquilos dentro de um veículo, na rua. Provavelmente é um receio sem fundamento, já que a sensação de segurança era grande e é uma prática amplamente realizada pelos nativos.

Mas percebemos que, como somos muitos, esgotávamos o reservatório de água e enchíamos o de “gray water” (toda a água usada nas pias e chuveiro) em um dia. E teríamos que procurar Dump Stations para reabastecimento quase diariamente. Achamos que isso deve funcionar bem para famílias pequenas, mas não para a nossa! Além disso, tomar banho num banheiro de motorhome pode ser adequado e até divertido para , mas definitivamente não é muito confortável para adultos grandes!

 

Motorhome (7)
Cozinhando no RV

O segundo fator a considerar é a praticidade. Adorei arrumar as roupas de todos nos armários no primeiro dia e só ter que pegar as malas novamente no último! Só de imaginar carregar 6 malas para o hotel toda noite, e de volta para o carro de manhã, e procurar as roupas de todos na mala me deixa cansada! Em compensação no RV temos que arrumar as camas todos os dias (pelo menos as que se transformam em mesa e sofá) e limpar o veículo de tempo em tempo, enquanto no hotel é só tomar café e partir (só pra lembrar: normalmente o café da manhã não é oferecido pelos hotéis americanos. Você pode levar seu café para tomar no quarto ou fazer essa refeição numa lanchonete). O que dá mais trabalho para você?

 

Curtindo o RV
Curtindo o RV

 

Jantando no RV
Jantando no RV

 

Viagens longas com crianças certamente incluem os famosos: “mãe, quero fazer xixi” (na melhor das hipóteses), ou “tô com fome!”. Num carro isso significa procura de locais adequados e muitas paradas. Num RV o banheiro está sempre disponível, assim como a geladeira e o armário de lanchinhos. Ponto para o RV?

 

Motorhome (2)

Lanchinho no motorhome
Lanchinho no motorhome

Dirigir um RV na estrada não é difícil, mas não é tão simples quanto dirigir um carro! Eu até gostei da experiência, e repetirei sem problema, mas o marido não se sentiu muito à vontade. Na cidade, contudo, a superioridade do carro é real. Isso é especialmente verdade em cidades que não tem um sistema de transporte público tão eficiente, como Los Angeles. Nas que tem, como San Francisco, o ideal é estacionar o veículo, qualquer que seja ele, e aproveitá-lo. Mesmo assim, achar um lugar que comporte um RV, e estacioná-lo, não é tão simples quanto um carro.

 

Motorhome (4)
Dirigindo o RV

O RV é certamente mais espaçoso, permitindo que as crianças ora sentem em torno da mesa para desenhar ou jogar, ora sentem lado a lado no sofá (ambos com cinto de segurança). Já o carro obriga as crianças a ficar na mesma posição por longos períodos.

Os campings americanos normalmente tem uma boa infraestrutura, oferecendo lavanderia (também presente em muitos hotéis), lojinha de conveniência, rio ou praia, playground. Os que ficamos, mesmo os de Yosemite, também oferecem em cada “lote” uma mesa para refeições e um local próprio para uma fogueira.
Os hotéis simples, ou motéis, oferecem apenas o quarto (normalmente com 2 camas queen), frequentemente com uma mesa. Mas costumam ser mais “centrais”, com mais comércio próximo.

 

Motorhome (3)
Vinho e marshmellow na fogueira

E você, já viajou de motorhome? Como foi sua experiência? Como você prefere viajar?

Roteiro Califórnia

 

Roteiro California

 

 

Quando a Califórnia surgiu como opção de viagem da família e fomos pesquisar na web, encontramos o relato da viagem da Claudia, no ótimo Felipe, o pequeno viajante. Estava decidido: faríamos uma viagem de motorhome pela Califórnia!

Tínhamos bastante tempo para os preparativos. Montamos um roteiro que nos ajudou bastante, apesar de sabermos que seria impossível seguí-lo à risca. Gostamos da liberdade que o motorhome nos proporcionou, por isso só fizemos as reservas para algumas noites: o primeiro camping, os campings do Parque Nacional de Yosemite, que normalmente exigem reserva com 3 meses de antecedência, e as últimas noites, num hotel próximo aos parques da Disney. Para as outras noites colocamos uma sugestão no roteiro e marcamos várias opções no Google Maps, para escolhermos dependendo de onde estivéssemos.
Não conseguimos conhecer todas as atrações do roteiro original, por várias razões. Como a vontade de conhecer tudo é grande (mas o tempo nem tanto), talvez tenhamos “super-dimensionado” nossos dias. Foi nossa primeira experiência viajando de motorhome, e gastamos mais tempo do que imaginávamos para encher/ esvaziar os reservatórios, limpar a “casinha”, lavar louça e roupa. Afinal, a família é grande e as crianças pequenas! E as crianças ficaram doentes em parte da viagem, talvez pela alcalinidade da água local, diferente da que estamos acostumados.
Mesmo assim, segue roteiro original, com dicas tiradas de outros blogs, que pode servir de inspiração para outras famílias.
1. Dia: Chegada em LA. Shuttle para a agência de RV.
KOA Campground em Chula Vista (185km, 2h).
2. Dia: San Diego Zoo (15 km, 15 min), (9-18h).
Koa em Chula Vista.
3. Dia: 9h- Sea World ( 25km, 20 min)
Old Town San Diego State Historic Park: velho-oeste americano, comida mexicana.
Koa Campground.
4. Dia: 9h- Coronado (28 km, 30 min).
USS Midway (10km, 20 min).
Estátua do Beijo do Marinheiro.
Seaport Village e/ ou Gaslamp Quarter (entre 4. e 8. Av.).
Passear por La Jolla (23km, 30min)- Leões marinhos de La Jolla Cove.
Koa em Chula Vista (36km, 30 min).
5. Dia: San Diego Castles.
Compras. Ross. Carlsbad Premium Outlet (21km, 20 min).
Paradise Resort.
6. Dia: Legoland (11 km, 10 min).
Water Park.
Sea Life.
Paradise Resort (10km, 10 min) ($60,00).
7. Dia: Universal Studios Hollywood (160km, 1h50min).
Balboa RV Park (20km, 20 min)
8. Dia: Mariposa Grove (434 km, 4h20min).
Wawona Campground (13 km, 15 min).
9. Dia: Glacier Point (43km, 1h)
Tunnel View (38km, 50 min)
Almoço no Yosemite Valley (10 km, 15 min)
Valley Visitor Center
Bridalveil Fall (10km, 14min + 10 min trilha)
Mirror Lake (10km, 14min)
North Pines Campground (160m, 1 min)
10. Dia:  Napa Valley. Visitor Center (310 km, 4h). Almoco: Wine Spectator Greystone Restaurant?
V. Sattui Winery (9-17h, $15,00. Tem um “Marketplace, Deli & Gift Shop” e gramado para pic-nic). Sterling Winery (10:30-16:30h, $29 adultos e $15 crianças, com teleférico). Castello di Amorosa (9:30-18h, $20 adultos e $10 crianças com suco incluído. Com chocolate belga: +$4 por pessoa).
Calistoga RV Park.
11. Dia: San Francisco.
Estacionar na Larkin Street (114km, 1h30min).
Lombard Street- descer a pé a rua mais íngreme dos EUA (150m).
Fisherman’s Wharf. (1,5 km, 15 min) Comprar chocolate na Ghirardeli Square.
Pegar bicicletas na Blazing Saddles (300m).
Atravessar Golden Gate e conhecer Sausalito (12km, 1h30min).
Pegar ferry. Pier 39 (leões marinhos)(9,4km, 30 min).
Trocar voucher do CityPass no Pier 33 (450m, 5min).
Devolver bicicletas (1,4km, 15 min). Experimentar “clam chowder” na Bouldin Bakery.
Pegar RV (bonde Powell-Hyde, 3 min). Vista Point (8km, 12 min)
12. Dia: alcatraz (pier 33), (Programar 2,5h).
almoço (pier 23 Cafe?).
The Exploratorium (850m).
Ferry Building (lanche, compras), (800m).
Vista Point.
13. Dia: Golden Gate Park (8 km, 12 min).
Japanese Tea Garden (Verão (9 às 18h, grátis até às 10h!). 400m.
California Academy of Sciences (Segunda a Sábado: 9:30 às 17h). 400 m. Almoço (restaurante do museu?).
The Young Museum (Terça a Domingo: 9:30 às 17:15). 230m.
Conservatory of Flowers (terça-domingo: 10-16:30h). 1 km.
Koret Children’s Quarter Playground. 600 m.
Painted Ladies (3,6 km, 10 min).
Vista Point
14. Dia: Estacionar em East Beach (8km, 15min).
Civic Center (76x – 35min). San Francisco City Hall. Union Plaza.
Union Square Park (1,2km, 15 min)
Chinatown (750 km, 10 min).
North Beach (little Italy).
Coit Tower
East Beach (30min)
Dennis the Menace Park (200km, 2h15min)
15. Dia: Monterey (É a cidade do Zorro!). 25 km
Monterey Bay Aquarium
Pacific Grove Gate (1,5 km, 3 min). 17 mile drive
Carmel Gate (15km, 1h?). Scenic Road. Carmel River State Beach. Conhecer Carmel.
16. Dia: Point Lobos State Reserve (Mon 70.2, 3km), (13km, 15min).
Rocky Point (MON 62.0), (14km, 14min). Rocky Point Restaurant.
Hurricane Point (MON 58.3), (6km, 7min).
Point Sur Lightstation State Park (MON 54.1), (9km, 15 min)
Pfeiffer Big Sur State Park (MON 46.9), (14km, 20min). Pffeifer Beach (5km, 10min).
Julia Pffeifer Burns State Park (MON 35.9), (20km, 30min). McWay Falls.
São Luís Obispo (54 km, 40min). Missão (por fora?)
Santa Maria Pines Campground (48km, 30min).
17. Dia: Solvang (60km, 35min). Ver enfeites natalinos no Jule Hus.
Santa Bárbara (51 km, 40min). Missão. Courthouse.
Camarillo Premium Outlets (67km, 45 min).
Point Mugu SP (22km, 20min).
18. Dia: Devolver RV. Cruise America (91km, 1h30min).
Private tour (5h).
Ramada Maingate (60km, 40min).
Jantar no Downtown Disney (4,5km, 10min).
19. Dia: Disneyland Park (450m, 5 min).
20. Dia: Califórnia Adventure (600m).
21. Dia: repetir parque de preferência.
22. Dia: Shuttle para o aeroporto.

Serrinha do Alambari

Serrinha do Alambari

Esse lugar é um verdadeiro paraíso! Primeira viagem que fizemos juntos, antes do nascimento dos pequenos, e voltávamos todo ano para recarregar as energias. Até o primeiro herdeiro aparecer… A partir de então, apesar da grande vontade de voltar, sempre adiávamos o retorno para quando as crianças estivessem maiorezinhas. Só que temos 4 filhos, com diferença de 3/ 4 anos cada, e esse momento nunca chegava. Sempre tinha um pequenininho!
Até que em dezembro/ 2014 criamos coragem e resolvemos não privar mais nossos filhos desse paraíso. E achamos que acampar também seria uma experiência bem legal para eles. Descemos nossas barracas, reformulamos nossa bolsa de utensílios de cozinha (agora para 6), passamos na Decathlon para comprar lanternas e um colchão inflável (dormir num saco de dormir já é demais nessa altura da vida! As crianças, porém, adoraram a ideia de dormir num.) Fiquei maravilhada com as novidades que facilitam a vida dos campistas atualmente!

 

 

Camping da Serrinha
Camping da Serrinha
Camping da Serrinha
Camping da Serrinha

 

O camping da Serrinha (CCB RJ-06) se localiza entre dois rios (Pirapitinga e S. Antonio). Isso faz com que tenhamos acesso a vários poços nos dois rios, até a confluência. Águas cristalinas, paisagens deslumbrantes, pedrinhas para brincar nos rios. O que mais poderíamos querer? As crianças, claro, adoraram. Os poços que gostaram mais foram “Sauna”, “De Cima” e “Esmeralda”. Talvez por serem os maiores, com uma área maior para nadar e pedras para pular na água (e deixar a mãe um pouquinho estressada).

 

 

Poço da Sauna
Poço da Sauna
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Poço da Coruja
Poço da Coruja
Mas as instalações do Camping pedem uma reforma. Há um pavilhão com mesas grandes e iluminação, que usamos para tomar café da manhã. Três baterias de banheiros e uma cantina, com serviço de buffet a quilo no almoço. À noite, só serve pizza e sanduíches, e confesso que no terceiro dia me arrependi de não ter levado mais coisas, já que praticamente não há variedade.
O melhor de tudo foi perdermos o medo de acampar com eles. Não tivemos nenhum problema, mesmo a pequena ainda tendo 1 aninho!

 

 

Poço das Esmeraldas
Poço das Esmeraldas
Algumas dicas para famílias que também queiram dar aos pequenos a experiência de acampar:
– Só fique em campings com infra-estrutura, banheiros e segurança;
– Leve uma bolsinha (mochilinha, bolsa de academia) com uma necessaire para cada membro da família. Na hora do banho, a roupa, a toalha e a necessaire são colocados na bolsinha, e transportados mais facilmente até o banheiro. De outra forma, um teria que esperar o outro retornar com a necessaire, o que tornaria a hora do banho bem longa;
– Prepare a bolsa do banho antes do pôr do sol. Separar roupa com a luz do dia é bem mais fácil do que com lanterna!
– Não esqueça do repelente e do protetor solar;
– Leve uma canga para estender sobre a grama ou rede para prender nas árvores e relaxar;
– Mesmo que pretenda fazer suas refeições na cantina, leve lanchinhos para quando bater aquela fominha e não quiser ir até ela.
Esse post na verdade é sobre acampar com crianças, não necessariamente nesse camping. Que essa opção possa ser considerada incluindo os pequenos. Esperamos que essa experiência ajude as famílias ainda relutantes a criar coragem e desfrutar dessa aventura!

Belém – quarto dia

Belém – quarto dia

O programa do nosso último dia em Belém era o Museu Paraense Emilio Goeldi, um parque zoobotânico bem legal, um pedacinho da Floresta Amazônica dentro de Belém. Há placas identificando a flora e a fauna.

Museu Paraense Emilio Goeldi (1)

Museu Paraense Emilio Goeldi
Museu Paraense Emilio Goeldi
Mas o calor nesse dia estava intenso e, a pedido das crianças, não ficamos muito tempo. Desistimos de entrar na Basílica de Nazaré (vimos só por fora) e voltamos para a piscina do hotel!
Almoçamos no próprio hotel (muito bom, aliás) e rumamos para o aeroporto, não sem antes parar em uma Cairu para provar outra delícia!

Belém – terceiro dia

Belém – terceiro dia

 

No terceiro dia fomos a Mosqueiro, uma ilha fluvial localizada na costa oriental do rio Pará, no braço sul do rio Amazonas. É um distrito administrativo do município de Belém, e fica a cerca de 75km do centro. Possui 17 km de praias de água doce com movimento de maré.

 

Mosqueiro
Mosqueiro
As crianças curtiram muito as ondas fracas e o fato de que podiam abrir os olhos debaixo d’água sem arder, apesar de não enxergarem nada, já que a água não é transparente como a do mar. Também gostaram de fazer castelo de areia. Os pais ficaram bem tranquilos, sentados sob o guarda-sol do restaurante, na areia. O movimento era pequeno, pelo menos naquele sábado, e a proximidade da água não foi estressante como nas praias do Rio de Janeiro. Nada que um par de boias nos menores e uma vigilância tranquila não resolvessem.

 

Mosqueiro
Mosqueiro
Apesar de ninguém querer ir embora, o tempo que dispúnhamos na cidade estava se esgotando e ainda havia coisas que queríamos conhecer. Já que estávamos em trajes de banho, resolvemos seguir para a Praça Princesa Isabel, de onde partem os barquinhos pô-pô-pô para os restaurantes da Ilha do Combú.

 

Barquinho pô-pô-pô. Ilha do Combú ao fundo.
Barquinho pô-pô-pô. Ilha do Combú ao fundo.
Escolhemos o Saldosa Maloca. Não tinha a área que esperávamos para as crianças brincarem no rio, apenas umas duchas e um deck de madeira na água onde eles brincaram um pouco. Mas tivemos que ficar no deck também, já que a correnteza era forte e, fora do deck, o rio é bem fundo.
A comida é excelente, e a atenção dos funcionários idem. Tem um brinquedinho de madeira num areal próximo das mesas no fundo, que, apesar de não estar em excelentes condições, distraiu as crianças enquanto o prato não chegava. Ainda passeamos por um pedacinho da Floresta Amazônica depois do almoço!

 

Floresta amazônica
Floresta amazônica
E voltamos para o hotel para aproveitar um pouco a piscina e arrumar as malas.

Belém – segundo dia

Belém – segundo dia

No segundo dia acordamos cedo, pois ainda não tínhamos nos acostumado à diferença de fuso (Belém não entra no horário brasileiro de verão, tendo uma hora a menos do que estávamos acostumados).
Mercado Ver-o-Peso
Mercado Ver-o-Peso
Aproveitamos para conhecer o famoso mercado Ver-o-Peso. Ele deve, de preferência, ser conhecido de manhã, já que a parte dos peixes só funciona nesse horário. Eles até oferecem isopor e gelo pra transportar o peixe, e bem que deu vontade, mas como ainda era sexta-feira não quisemos arriscar. O famoso “cheirinho do Pará” para colocar no armário é imperdível, e os frutos da Amazônia dão origem a sabonetes e cremes “mágicos”. Mas atenção: este é um dos pontos turísticos mais famosos de Belém, recebendo diariamente muitos turistas e podendo, por isso, atrair pessoas não tão bem intencionadas. Aqui tivemos alguma dificuldade de acesso do carrinho de bebê já que as barracas são próximas. Se possível, dê preferência a outro tipo de transporte, como “cangurus” ou mochilas próprias para bebês.
Forte do Presépio
Forte do Presépio
Deixamos o carro estacionado e fomos andando até o Forte do Presépio (500m). É pequeno perto dos Fortes dos Reis Magos (Natal) e de Copacabana (Rio de Janeiro), mas é claro que os meninos curtiram os canhões! Tem uma vista legal da Baía do Guajará e da cidade velha. E ainda abriga um pequeno museu (climatizado, ufa!) com algumas informações interessantes sobre os índios que habitavam a região.
A Casa das Onze Janelas seria nosso próximo destino, ficando ao lado do Forte. Nela funciona o Boteco das 11, onde almoçaríamos. Mas a casa estava fechada pelo falecimento de alguém, e resolvemos seguir para a Estação das Docas. Almoçamos no Lá em Casa, onde finalmente provamos o Pato no Tucupi. Compramos as lembrancinhas que queríamos levar e os bombons regionais.
Tínhamos duas horas até o passeio de barco, “Orla ao entardecer“. Pensamos em aproveitar para conhecer a Praça da República e o Theatro da Paz, há 750 metros dali. Mas uma saída rápida da Estação nos fez desistir de andar sob aquele sol!  Resolvemos descansar um pouco e provar o sorvete considerado melhor do Brasil: Cairu. Sabores regionais e exóticos, além dos tradicionais. Adoramos!
Às 17:30h saímos em direção ao Rio Guamá. A guia forneceu algumas informações interessantes, e não sabíamos se observávamos a bonita vista de Belém ou se assistíamos ao show de danças típicas com música ao vivo. Muito legal! Na volta já havia escurecido, e a cidade estava linda, toda iluminada. Só acho que o passeio devia iniciar um pouco mais cedo: como o sol se põe cerca de 18h fizemos a maior parte do passeio à noite.
Passamos na cervejaria Amazônia para comprar algumas cervejas locais, na própria Estação, e demos o dia por encerrado. No próximo post nosso terceiro dia na cidade.

Belém – primeiro dia

Belém – primeiro dia

 

 

Nossa última viagem já tem 7 meses, e a urgência de conhecer novos lugares vem aumentando. Recebemos um e-mail do programa de milhagem informando que havia algumas milhas vencendo. Pronto: é a desculpa perfeita para planejar o próximo destino! Uma busca pelos voos disponíveis no próximo feriado e o destino foi escolhido: Belém. Agora podemos iniciar uma das partes mais legais da viagem: a pesquisa sobre a cidade nos blogs de viagem e no TripAdvisor e montar o roteiro, que nem sempre é seguido mas otimiza muito nosso pouco tempo disponível para viajar. Vacina para febre amarela 10 dias antes da viagem e mãos à obra!

Nosso voo chegou por volta de meio dia. Como a família é grande achamos que teríamos dificuldade em acomodar todos num táxi, e alugamos um carro. Ao colocar o pé fora do aeroporto a constatação de que as informações colhidas eram verdadeiras: a cidade é quente!!!

Partimos direto para o Mangal das Garças, que abriga o restaurante estrelado Manjar da Garças: um paraíso refrigerado, com música ao vivo e boa comida. Funciona como buffet (R$65,00 por pessoa). No dia que fomos não tinha o famoso pato no tucupi, mas provamos o peixe filhote, de carne branquinha. Aprovado por todos!

Mangal das Garças
Mangal das Garças
Farol de Belém
Farol de Belém

 

Depois fomos conhecer o parque: uma “reconstrução” do mangue. Ele é composto por vários espaços, cada um com ingresso separado (R$4,00). Todos são comprados no Farol de Belém, e existe a opção de comprar o “passaporte” (R$12,00), válido para todos os espaços. O próprio Farol, uma torre metálica de 47 metros, é um mirante do parque, mas não possui telas de segurança, só permitindo o acesso a maiores de 1,20m. Fiquei com os dois menores enquanto o pai subiu com os maiores.
Borboletário
Borboletário

 

Adoramos o borboletário, o maior do Brasil e um dos maiores do mundo. Um funcionário colocou uma borboleta no braço das crianças, que, depois de vencer o medo, curtiram a experiência.
Viveiro das Aninguas permite apreciar mais de 35 espécies de aves. Pena que os funcionários ainda são pouco preparados. A resposta às minhas indagações sobre os animais que poderíamos ver foi: pássaros e aves, e apontou para um panfleto! Desisti de maiores informações!
Por todo o parque há guarás soltos, com suas penas vermelhas contrastando com o verde das copas das árvores, além de iguanas pelo gramado!
Iguana no Mangal
Iguana no Mangal
Guará
Guará
Demos por encerrado o primeiro dia de passeio e fomos para o Radisson Hotel, confortável e bem localizado. Uma dica para as famílias grandes: eles possuem unidades com dois quartos, sala e microondas, que não são comercializadas pelo Booking. Gostamos do hotel mas tivemos alguns contratempos, como falta de toalhas (todos os dias!) e fechamento da área de lazer para manutenção (nos primeiros dias), não comunicada previamente. Imagina chegar ansiando por um relax refrescante e ter que explicar às crianças que não podem ir à piscina!
No próximo post nosso segundo dia em Belém!

 

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